Capítulo III

 

O QUE É A GRAVIDADE?

 

“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa,

nunca tem medo, nem nunca se arrepende.”

- Leonardo da Vinci -

 

 

     A gravidade da situação, é que esta Força permanece muito difícil de explicar, uma vez que não se enquadra com mais nenhuma teoria conhecida.

     A Força Gravitacional é extremamente singular, diferente e original e, aparentemente, independente de todas as outras forças.

     É devido a ela que nasce o conceito e estatuto de Massa e, consecutivamente, toda a estrutura da matéria, dos átomos, das moléculas … da Vida!

    Qual é o mistério da Força da Gravidade? … afinal, ela existe!!

     Mais uma vez, comecemos pelo início …

     A Mecânica de Newton foi tão bem sucedida, no séc. XVIII, XIX, XX e XXI, que praticamente deixou de ser questionada. Com ela previmos eclipses solares, enviámos homens à Lua e sondas espaciais em exploração pelo Universo! 

     A percepção de Newton teve em conta o sistema Terra-Lua e a queda de uma maçã do alto de uma árvore, relacionando-os, deduziu que a força de atracção que faz com que a Lua se mantenha na sua trajectória, é a mesma que provoca a queda da maçã.

     Escreveu, então:

     “ Deduzi que as forças que mantêm os planetas nas suas órbitas estão na razão recíproca dos quadrados das distâncias aos centros em torno do qual orbitam; e, assim, comparei a força necessária para manter a Lua na sua órbita com a Força da Gravidade na superfície da Terra; e verifiquei que as duas respostas são quase iguais.” – Sir. Isaac Newton -.

     Um episódio que, possivelmente, levou Newton a imaginar que talvez todos os corpos do Universo sentissem esta atracção e, como tal, eram todos atraídos uns pelos outros e assim formulou a sua Lei da Gravidade.

     Uma ideia iluminada e uma verdadeira revelação sem dúvida … para a época e para a altura em questão. Porém, hoje em dia, ainda não avançámos muito mais!

     Até agora, ainda não se conseguiu conciliar a Teoria da Gravidade com a Física Quântica porque, se virmos bem, as bases da fórmula da Gravidade estão incorrectas e os princípios sobre os quais assentam e se fundamentam têm falha desde o início!

     Diz-se que a Gravidade é a força responsável pela coesão das partículas subatómicas e da Massa.

     Retomando os passos de Newton, diríamos que a Gravidade é uma força que actua de uma forma inversamente proporcional ao quadrado da distância, em função da relação 1/r2. Isto significa que, como sabemos, a 1m de distância a Força Gravitacional tem um valor, e se substituirmos r por 1 vem que 1/12=1; e que a 2 metros de distância a Força Gravitacional será 1/22=1/4, isto é, será quatro vezes menor e assim sucessivamente. E podíamos concluir que o efeito da Força Gravitacional perde-se e atenua-se com a distância e afastamento da fonte. Certo?!

     Sendo assim, repito, concluiríamos que, quanto mais distante da Massa mais fraca é a força. Analogamente, supomos que, quanto mais perto do centro de gravidade mais forte é a força.

     Continuando esta lógica, isto implicaria que no centro de qualquer matéria esta força tenderia para a sua força máxima, isto é, para um valor extremamente elevado, ou seja, para um valor infinito!

     Se isto ocorresse na prática, a força gravitacional no centro de qualquer objecto seria extremamente forte e tudo colapsaria em buracos negros e não existiria Universo!!

     Os Físicos actuais lidam com a questão da Gravidade sem pensarem neste problema! Simplesmente ignoram-no!

     A Teoria da Gravidade não é válida para r = 0, pois neste caso Fg = ∞.

     Como é que uma fórmula tão fundamental, que estabelece relações de matéria, não pode estabelecer a existência da própria matéria?!!

     Parece-me que há aqui uma grande incongruência!

     Desviamos sempre o assunto dizendo que a fórmula da Gravidade não é válida para situações pontuais de singularidades, como no caso do Big Bang; de um Big Crunch ou de um buraco negro. Mas o que é facto, é que ela não é válida para o Universo do dia-a-dia, tal e qual como está!

     Partindo do princípio que conceberíamos uma atracção recíproca essencial à matéria, então, num estado primordial do Universo essa atracção estaria distribuída uniformemente, bem como a radiação primordial estaria distribuída muito uniformemente e as partículas eminentes jamais se poderiam reunir para formar o estado actual do Universo com concentrações de massa independentes e aglomerados distintos de matéria. Mesmo a concretização de um único átomo individual, a execução de uma estrutura atómica independente, a geração de protões, neutrões e electrões seria praticamente impossível. Isto porque a densidade de matéria primordial estaria uniformemente e igualmente difundida e a Gravidade inata da matéria obrigaria a que tudo se atraísse uniformemente em direcção a um ponto central. Toda a massa tenderia a ser concentrada para o interior e toda a matéria se concentraria nesse espaço central e esse corpo densamente compacto seria o único corpo existente no Universo!!

     Como tal, concluímos que a matéria jamais poderia surgir e evoluir nestas condições, porque a Gravidade inata do Universo não iria permitir a existência de uma única estrutura atómica individual e consistente.

     Mas o Universo existe, é composto por galáxias e sistemas solares … e é minimamente estável, logo, deve haver alguma explicação para isso não ter acontecido!

     Nem as flutuações de densidade podem explicar este processo de evolução. As flutuações são lentas, muito lentas; o poder da atracção gravitacional é praticamente instantâneo.

     A resposta a este enigma está na definição de Massa. Só ela pode esclarecer o grande enigma da origem da matéria …